Aproveitando o feriado municipal aqui em São Paulo, gravamos a edição 47 no meio da tarde, com mais calma e entre chuvas, trovoadas e telefonemas. Foi uma edição bem bacana e com muita participação do nosso amigo internauta.

Pra começar, um aviso para os trolls que ainda insistem, em pleno 2012, em fazer comentários anônimos neste site. Não aprovamos. Se damos as caras no podcast, esperamos o mesmo nos comentários.

Falamos sobre os seguintes assuntos:

African Idol – Estagiários ou micos de circo?
http://www.brainstorm9.com.br/32574/opiniao/africa-transforma-selecao-de-estagio-em-circo/

As ferramentas de rede e mídia social e o caso do Walter Navarro
http://www.anonymousbrasil.com/guarani-kaiowa-e-o-c-meu-nome-agora-e-eneas-p-walter-navarro-do-jornal-o-tempo/

http://walternavarro.com.br/

http://www.bhaz.com.br/texto-polemico-de-walter-navarro-sobre-os-indios-guarani-kaiowa/

Assista o episódio no vídeo abaixo

 

A trilha sonora do episódio em vídeo, como sempre, é do DanO!

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4 comments on “Ainda Sem Nome #47 – África e Walter Navarro

  1. Clarice Nov 21, 2012

    (dessa vez aconteceu de eu não estar ouvindo no carro e poder comentar bem na horinha!)

    na verdade é o mesmo comentário que já quis falar antes, pois se encaixa em várias ocasiões… hoje, especificamente, é sobre a troca de nomes no FB para guarani kaiowá.

    eu sei e concordo que muita gente só muda o nome, ou só dá joinha nas coisas e nem lê, mas discordo das muitas vezes que vcs dizem que só isso “não adianta nada” (ou quase nada). “só isso” pode até não acrescentar nada para a pessoa preguiçosa que não fez mais nada, mas mesmo o ato preguiçoso dela é válido sim.

    sei que corro o sério risco de estar falando bobagem, mas sempre que vejo essa discussão me lembro dos livros que li sobre branding. sobre reforçar uma marca, um produto, uma ideia. sobre tornar essa marca presente, familiar. sobre lançar uma isca para despertar curiosidade. acho que é por aí.

    eu mesma respondi pra mais de uma pessoa “por que raios tá todo mundo agora com nome de índio”. gente que provavelmente não vai clicar nos links engajados muito menos ler mais de 2 parágrafos, mas que teve a curiosidade despertada pela mudança geral dos nomes. aí eu expliquei, didatica e pacientemente, e mais uma pessoa que não vai nunca ver essa notícia no jornal ficou sabendo da história. pode ou não procurar saber mais, mas a semente foi lançada.

    enfim, tenho consciência do alcance limitado das redes sociais. taí o márcio reeleito pra provar que o impacto delas ainda é bem pequeno… mas eu sou uma otimista incorrigível, acredito no poder do trabalho de formiguinha, e acredito que só o fato de a informação hoje ser acessível (mesmo que ainda não muito acessada) já é um avanço incrível.

    e toda vez que vejo gente chamando de “ativismo de sofá” como se fosse uma coisa inútil me dá até uma certa pena, pq eu acho que nós até podemos demorar pra ver o resultado, mas estamos presenciando um momento histórico. não há arma mais poderosa que informação, e nós estamos assistindo o nascimento de uma era em que ela não é mais um monopólio. isso é lindo, cês num acham não? 😉

    • Felipe Nov 22, 2012

      Clarice, minha nêmesis no Angry Birds, obrigado pelo comentário!

      Eu acho que existem dois ativismos de sofá, sendo um “ok” e um “muito ruim”. No caso dos sobrenomes Guarani Kaiowá, eu concordo com você, foi lançada a semente. Inclusive falei isso no podcast. Criou o tal brand awareness (pros publicitários da Vila Olímpia curtirem o podcast ;)) do problema e isso foi muito bom. No entanto, acho que é necessário fazer mais: Pressionar a Dilma Bolada, mandar e-mail para seu deputado e por aí vai. Você pode não tirar a bunda da cadeira, mas está colaborando para a causa.

      O ativismo “muito ruim” é aquele “Um milhão de curtir para isso chegar na Câmara dos Deputados”. Isto beira a idiotice e esse me dá pena. Acho que nem preciso gastar linhas e linhas falando sobre ele, né?

      Sobre o último parágrafo, tô contigo e não abro. Parte do monopólio da informação está sendo quebrado e isso é muito bom. Uma pena que parte dos que detém este monopólio ainda não tenha sacado isso!

  2. Concordo com a Clarice. O facebook (e outras redes sociais) é um meio de comunicação, apesar de o Zuckeberg se preocupar mais com a conectividade e uso/vício dos usuários. A maioria das pessoas ainda fica curtindo foto de viagem e comida mas a informação já começa a fluir. Diz a lenda que a nova constituição da Islandia recebeu muita contribuição online. Já seria um começo.

    Caio, que bom que ao menos um amigo meu se incomodou com as imagens do abuso! Estava com inveja da pessoa de onde veio o post. Na thread dela, todos os amigos condenaram os policiais. É bom que com isso eu revi meus contatos no facebook e aproveitei pra xingar um pouco os filhotes de Datena que apareceram. `;^)

  3. O lance da África eu achei natural. Vindo de uma agência de publicidade, é comum eles pegarem algo e transformar em um “tema”, criar algo que impacte as pessoas. Parece que deu certo né? Eu concordo com o Caio, passou da hora das empresas pegarem temas reais, e darem como motivação no momento da entrevista. Como um designer gráfico pode melhorar a vida das pessoas que esperam pelo ônibus, nos abrigos? Como podemos sinalizar melhor os espaços públicos para os turistas? Etc…etc…

    O texto do Walter Navarro, não me assustei também, porque é exatamente assim que muitas e muitas pessoas tratam o assunto na “vida real”, nas ruas, botecos, padarias, etc. Ou seja, nossa eterna ferida aberta da educação. Estudar o passado para entender o presente. O foda é que ele perdeu uma boa chance de criticar sim, mas ressaltando os motivos. Podia ter procurado um professor de história e entrevista-lo por exemplo, levantar o porquê do brasileiro não conhecer a história indígena. Com um canal de comunicação forte, poderia levantar uma análise menos rasa da questão.

    Pouco sabemos.

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